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Projeto Axial lança aplicativo de compartilhamento

site Cultura Brasil - Julio de Paula | 21.02.2011

Que tal devolver a “aura” de uma obra reproduzida em massa? A prática de baixar e compartilhar músicas pelo ciberespaço (em muitos casos) suprimiu o hábito de escutar um álbum na íntegra, na ordem em que foi concebido. Muito mais: erradicou a experiência “tátil” de manipular encartes, contendo a arte gráfica, além da ficha técnica das gravações.

Mais uma vez, o Axial (capitaneado por Sandra Ximenez e Felipe Julian) vem acrescentar novas propostas ao repensar a “virtualização” da música e lança seu terceiro álbum, Simbiose, por meio de um aplicativo inédito – o Bagagem. “É um novo formato midiático para música gratuita que transcende o CD e o mp3, devolvendo e atualizando o conceito de encarte visual perdido na rede digital”, introduz o site do projeto.

O Projeto Axial está “conectado” desde a origem. O primeiro álbum saiu em 2004 em versão física e logo disponibilizado na rede com licença Creative Commons. Desde sempre, Senóide, disco de 2007, podia ser baixado gratuitamente. E o terceiro álbum, Simbiose, nasceu na rede, quase como obra aberta.


Simbiose, orgânico, comunhão

O aplicativo Bagagem tenta organizar a distribuição em larga escala, além de agregar elementos visuais a cada faixa - “Produtifica, empacota e devolve a interface visual dos meios físicos perdida nessa virtualização. Mas, fundamentalmente, deixa a música livre para se espalhar até onde seu potencial permitir”, anuncia a página inicial do projeto. O aplicativo pode ser baixado clicando aqui. A instalação é rápida e a primeira vez que você ouve uma peça, ela fica armazenada em seu computador. Além de carregar músicas, o Bagagem quer promover a comunicação entre os usuários. Numa espécie de um microblog coletivo, o aplicativo recebe mensagens em conexão com o Twitter. “É possível sentir que tem mais gente ouvindo”, diz Felipe Julian, que concebeu o projeto com programação de Andrei Thomaz. “A ideia é agregar e estimular a integração”, diz.

Quem não gosta de apresentar uma música a um amigo que atire a primeira pedra. Com a derrocada da indústria do disco, Julian aponta o ato de compartilhar como a principal “moeda” de hoje. “O ser humano tem por característica compartilhar. Como um ser social, ele tem a pulsão por trocar experiências. O que faz a música de um artista se espalhar, não é nenhuma campanha publicitária, mas é uma pessoa dizendo pra outra que gostou, o velho boca a boca”, esclarece.

Por enquanto, estão disponíveis os três álbuns do Axial (Simbiose só existe no Bagagem). Mas outros artistas estão se agregando, como o coletivo Embolex, o Projeto B, Kiko Dinucci e Juçara Marçal que, em breve, terão suas obras disponíveis à comunhão. 

Bandas brasileiras que investem na tecnologia

site Estrombo  |  18.03.2011

Desde o lançamento do primeiro álbum, o Axial dialoga com as novas tecnologias fazendo o licenciamento via Creative Commons e liberando o download das músicas gratuitamente. O segundo trabalho da banda, Senóide (2007), também pode ser adquirido gratuitamente. O lançamento do álbum seguinte, Simbiose, veio em forma de aplicativo. O Bagagem pode ser baixado neste link e compila os três lançamentos do Axial. Vale a pena baixar o aplicativo – é gratuito – para ver como as músicas são apresentadas. É um forma muito interessante de agregar elementos gráficos à música digital.

(esta matéria continua aqui)

Isto quer dizer que para o coletivo Bagagem, compartilhar cultura não é pirataria.

Aproprie-se!

Bagagem é um novo formato midiático para música gratuita que transcende o CD e o mp3 devolvendo e atualizando o conceito de encarte visual perdido na rede digital. Uma iniciativa do Projeto Axial que agrega músicos, artistas plásticos, rede social própria e permite a divulgação de trabalhos e projetos pessoais dos usuários.

O CD, o vinil a fita K7 são estados sólidos da música. Nós últimos anos a música também sublimou destes sólidos para a sinapse em rede digital.


Bagagem produtifica, empacota, e devolve a interface visual dos meios fisicos perdida nessa virtualização. Mas, fundamentalmente, deixa a música livre para se espalhar até onde seu potencial permitir. Livre, como foi desde sua orígem antes da linguagem, andando com as próprias pernas, vivendo de boatos, passando pela mão de todo mundo e se dispersando nessa rede primitiva que é a vontade do ser humano de compartilhar.


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Matéria publica no Caderno Link - Estado de São Paulo

A solução dos músicos

  1. 17 de abril de 2011| 17h00

Por Carla Peralva


Em casa. Julián e a mulher Sandra Ximenes entre os instrumentos do Projeto Axial. FOTO: MARCIO FERNANDES/AE


É muito fácil publicar na internet. Um músico, por exemplo, pode liberar seu trabalho para download e deixar que os fãs digam quanto querem pagar pelo álbum, pode não cobrar, pode taxar cada música, pode usar sites 2.0 como YouTube, MySpace e Last.fm. Opções não faltam.

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Mas e quando nada disso satisfaz? Foi o que aconteceu com Felipe Julián, baixista do Projeto Axial, banda que ainda conta com sua mulher Sandra Ximenes (vocal e teclado) e Leonardo Muniz (sax), quando decidiu criar um novo jeito de distribuir música online. Julián já usa a internet para a divulgação de seu trabalho há tempos e, habituado aos eletrônicos – “também toco computador”, brinca –, resolveu arquitetar um programa, desenhar uma interface e arranjar um amigo programador que topasse entrar no projeto por um preço camarada. Agora, os dois notebooks e o tablet que se misturavam aos demais instrumentos da banda no segundo andar da casa do casal servem também para acompanhar como anda sua nova obra: o Bagagem.

Gratuito, o Bagagem é a plataforma que o Projeto Axial criou para lançar seu último álbum, Simbiose, e obras inéditas de músicos parceiros. Uma vez baixado no computador, o software (leia ao lado) funciona como player e aplicativo de download para as músicas já cadastradas. Até agora, os álbuns do Axial e de Chico Corrêa já estão no ar. Os próximos lançamentos são de Juçara Marçal, Kiko Dinucci e do grupo Embolex. O software pode ser baixado no site do grupo www.axialvirtual.com.

Felipe conta que desenvolveu essa solução para resolver falhas que percebia enquanto músico e tentar sanar os problemas enfrentados pelos usuários. Do lado do músico, está o excesso de controle que os sites publicadores exercem sobre a criação e a dificuldade de enviar gratuitamente pela internet um produto coeso. Do lado dos usuários, “percebi que muitos sentem falta do objeto CD, que, uma vez comprado, é a obra tal como foi concebida e organizada pela banda, com a ordem das músicas, os desenhos do encarte, as informações de cada faixa”.



No Bagagem, cada faixa vem com um vídeo ou uma ilustração escolhida pelo artista. “Essa é a geração YouTube. Para ela, a visualização da música é importante. Aproveitei que estava lançando um aplicativo, onde posso acrescentar funções, para colocar algo a mais que faça sentido com a música. Não é um trecho de show ou um videoclipe, é uma outra coisa, nova”, explica.

Mais do que um player ou um lançador de músicas, Bagagem é também o nome do coletivo de artistas que se articula em torno do software e da proposta. Os músicos que vão lançar álbuns pelo aplicativo funcionam como “uma cooperativa de artistas”, nas palavras de Felipe. Para entrar, é preciso se comprometer a ajudar o projeto, divulgá-lo, lançar músicas pelo programa, trabalhar por sua melhoria. “Eu acredito na autogestão da carreira musical e os coletivos são uma forma de se organizar”, diz.

E esse projeto pode gerar renda no futuro? Felipe escolhe bem as palavras: “Indiretamente, por meio da construção de um público que frequente shows e, talvez, pela captação de recursos através de parcerias ou patrocínios”. Ele não cogita vender músicas. “Realmente acredito e estou trabalhando em um modelo de distribuição gratuita.”

Ainda com a ideia de coletivos em mente, Felipe, que também é professor universitário, quer promover o encontro entre músicos e pessoas que lidam com software livre pois crê que daí podem surgir boas colaborações. “O que eu gostaria com esse encontro é que a classe musical se politizasse e se animasse a criar novos modelos de distribuição de música menos dependentes de intermediários.”

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Selo-aplicativo é nova aposta geek do Projeto Axial


site RRAURL


Ficha técnica e encarte da era do vinil inspiram ilustrações e vídeos no player interativo do app Bagagem

28.04.11 17:50


Novas e velhas alternativas de distribuição musical surgem toda hora na internet. O novo aplicativo livre Bagagem, criado pela banda Projeto Axial, é lançado com proposta ousada partindo de uma perspectiva analógica: resgatar a aura da audição musical do vinil, CD e fita K7 para a geração do MP3. Dá para testar o app no site da banda, antes de baixar.


Para cumprir a função, o Bagagem se vale de interface visual interativa, comunicação bilateral e rede social própria. A plataforma agrega trabalhos de artistas plásticos, VJs e uma série de podcasts que discute as novas formas de produção cultural no país, todo conteúdo sob licença Creative Commons.


O aplicativo foi pensado inicialmente para compartilhar o terceiro álbum do Projeto Axial, "Simbiose" no final de 2010. Em sua versão 2.0 já mantém discografia de outros músicos e artistas audiovisuais como Embolex, Chico Correa e o trio Kiko Dinucci, Juçara Marçal e Thiago França.


Boa parte dessa galera subirá ao palco do Bagagem Ao Vivo no SESC Pinheiros no domingo 22 de maio. Para celebrar também o lançamento do aplicativo no mesmo espaço rolam oficinas e bate-papos sobre vários aspectos e novidades da difusão cultural plugada na rede, nos dias 18 a 21. É a Semana do Bagagem que vira coletivo de carne e osso, saiba mais aqui.



Equipe rraurl.com