Bagagem ao vivo

 

Semana de atividades para o lançamento oficial do aplicativo/coletivo Bagagem

de 18 a 22 de maio

todas as atividades ocorrem nas instalações da unidade SESC Pinheiros

COLETIVO BAGAGEM

Projeto de música e multimídia que reúne show, mesas-redondas e oficinas apresentando novas possibilidades para a produção e distribuição musical, bem como reflexões sobre a liberdade digital e o direito autoral, as convergências entre a música e a tecnologia e suas interfaces.

 


Dia 22 de maio – domingo às 18h

BAGAGEM AO VIVO

com Projeto Axial, Kiko Dinucci, Juçara Marçal & Thiago França e Embolex & Dengue 


Show de lançamento do aplicativo Bagagem com Projeto Axial, Kiko Dinucci & Juçara Marçal e Embolex & Dengue. Bagagem é um aplicativo que busca organizar a distribuição de música livre através de recursos multimídia que contemplam interface visual, comunicação bilateral e rede social. Neste lançamento o Projeto Axial estréia seu mais recente trabalho denominado "SiMBiOSE"; Kiko Dinucci, Juçara Marçal & Thiago França apresentam seu ultimo cd "Metá Metá" e o Embolex  lança a versão midiática para o remix audiovisual "Caixa Prego". Com cenografia da artísta plástica Vânia Medeiros.

Teatro Paulo Autran. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo. Ingressos à venda pelo sistema INGRESSOSESC, a partir de 01/05 às 10h. Não recomendado para menores de 10 anos.

R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).



Dia 21, sábado, às 15h00

Liberdade Digital e Direito Autoral 

com Sérgio Branco (FGV Direito RJ), Mesac Silveira (Grupo de Estudos de Cultura Digital da USP), Pedro Markun (Casa da Cultura Digital) e Alexandre Matias (caderno link).


Discussões sobre a cultura digital e eletrônica, o mercado musical e suas implicações em relação aos direitos autorais. Quais modelos de circulação de idéias e produtos serão aceitos nos próximos anos?




Dia 20, sexta, às 19h30

Auto-Gestão de Carreira Musical

com Paula Martini (Projeto Estrombo), Felipe Altenfelder (Circuito Fora do Eixo),  Marcio Black (Gpopai/USP) e Camilo Rocha (Bate Estaca)


Bate-papo sobre o desenvolvimento de carreiras musicais na atualidade e suas convergências com as tecnologias digitais. Uma reflexão acerca da cadeia produtiva do universo musical e suas implicações no que diz respeito à profissionalização e formalização, além dos mecanismos de distribuição.



Dia 19, quinta, às 19h30

Remix Audiovisual - criar é um crime inevitável

com Coletivo EMBOLEX

Sobre estratégias de produção de cinema ao vivo e uma análise do cenário da produção audiovisual na atualidade dos mashups e remixes. O direito ou não à apropriação de nosso entrono cultural e o bombardeamento de imagens proprietárias a que estamos submetidos.


Dia 18, quarta, às 19:30

Distribuindo Música Hoje

com Felipe Julián

Panorama das possibilidades de distribuição de música por meio da Internet com base em serviços on-line ou desenvolvimento de tecnologia própria.




informações em: contact@axialvirtual.com


Sobre o que é Bagagem


Quando Felipe Julián do Projeto Axial convidou o programador Andrei Thomas para ajuda-lo a implementar o aplicativo audiovisual de distribuição Bagagem, Felipe já havia pesquisado a maior parte das novas e velhas alternativas para distribuição de música.  Após constatar que o mercado estava agindo como “barata tonta” em busca de mais um “jeitinho de recuperar a lucratividade de outrora”, Felipe percebeu que se não colocasse suas próprias mãos na massa para solucionar seu problema, ninguém o faria.


Ótimo! Pois assim foi possível solucionar o problema não apenas do Projeto Axial mas de outros grupos musicais mais.


O aplicativo Bagagem surge para organizar e otimizar a distribuição de música on-line  na Internet. A ideia central seria gerar um aplicativo para computadores e aparelhos móveis que pudessem apresentar os álbuns do Projeto Axial de forma organizada, com fichas técnicas, e com interação visual por meio de vídeos.


Assim foi feito. Após seu lançamento em novembro de 2010, a versão de testes do Bagagem distribui-se 1000 vezes em pouco mais de 20 dias.  Um marco significativo para artistas independentes. Além do já mencionado, o aplicativo trazia também uma rede social própria, aberta e irrestrita na qual os usuários podiam compartilhar mensagens e comentários.

Entrando em 2011, foi lançada a versão 2.0 do Bagagem. Com visual aprimorado e melhores recursos, esta versão teve como principal novidade a entrada de novos artistas para esta iniciativa. Foram o paraibano Chico Correa com seu disco Chico Correa & the Electronic Band e Jampa Sessions, uma jam session gravado para Dada Rádio onde Chico Correa capitaneou outros músicos de São Paulo como Fernando TRZ (Cérebro Eletrônico) Gil Duarte (Asimov) e Felipe Julián (Projeto Axial).  Também entrou, neste momento, uma coletânea da distribuidora digital OneRPM numa parceria temporária do Bagagem durante a SWSX.


Os próximos lançamentos que entraram para o Bagagem são o aguardadíssimo “Metá Metá”  da dupla Kiko Dinucci e Juçara Marçal e a suíte polêmica de vídeo remixes Caixa Prego produzida por um dos mais importantes coletivos audiovisuais do mundo, o brasileiro Embolex.

Com este “cast”, Bagagem deixa de ser simplesmente um aplicativo e torna-se também um coletivo. Ou um coletivo de coletivos como talvez seja mais comum hoje em dia a exemplo de iniciativas fantásticas como o Circuito Fora do Eixo, ou as Cooperativas de Música que já se espalham pelo pais.


Fato é que enquanto os representantes da indústria fonográfica discutem se maquiar o pagamento por download de música na fatura de celular dos clientes das grandes teles é algo jóia ou não de se fazer... ou se dá lucro ou não... uma, cada vez menos discreta, horda de jovens produtores focados em realização pessoal e não em lucratividade vêm lentamente (nem tanto) substituindo o antigo modelo de produção cultural baseado na hiper remuneração de estrelas lucrativas.

Assim, o Bagagem, enquanto aplicativo ou enquanto iniciativa de auto produção de um coletivo, se posiciona como mais uma gota desse oceano onde se desenvolve e fortalece a diversidade cultural do futuro próximo.


Por este motivo – e para não repetir erros do passado – o coletivo Bagagem anuncia seu lançamento no dia 22 de maio próximo após 4 dias de atividades de reflexão e informação promovidas com o apoio do SESC-SP. São duas oficinas e dois painéis de debate dos dias 18 à 21 de maio, acerca de questões como: circulação de produtos culturais, liberdade intelectual, liberdade de apropriação, redes colaborativas, novas tecnologias, auto gestão de carreira, direito autoral e o que não é direito na autoria.


Para tal contará com uma tropa de elite intelectual cuidadosamente pinçada de forma a garantir que estas atividades serão não apenas muito elucidativas mas também uma avalanche de novas ideias e recursos para todos aqueles que desejam ser produtores de seus próprios projetos culturais:



Sergio Branco – CTS-FGV – Cretive Commons Brasil


Paula Martini CTS-FGV– coordenadora do projeto Estrombo SEBRAE/BID


Marcio Black – Gpopai/USP


Alexandre Matias – Casa da Cultura Digital – Caderno Link (O Estado)


Felipe Altendelder – coordenador do Circuito Fora do Eixo


Mesac Silveira - pesquisador do CEPOP / ATOPOS - estudos sobre a cultura digital


Pedro Markun - Grupo de Estudos de Cultura Digital da USP


Camilo Rocha - DJ, Produtor, jornalista

MESAC SILVEIRA


Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo com pesquisa sobre as imagens dos deslocamentos humanos e suas implicações educacionais. É pesquisador do grupo ATOPOS: estudos sobre a cultura digital, da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, onde também coordena o grupo de pesquisa Soundscape: arte, cultura e as novas tecnologias digitais da comunicação, e leciona como professor convidado na disciplina Aspectos teóricos da comunicação digital. Assessora a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo na divisão de Informática Educativa onde realiza projeto sobre a Educação na metrópole digital transmidiática.
 

Embolex - Caixa Prego


O coletivo audiovisual Embolex é pioneiro no Brasil no desenvolvimento do VJing e desde 2000 vem se apresentando em diversos gêneros de performances audiovisuais. Se aprofundou e se especializou em experiências ao vivo “live”, que vão desde diversas participações em eventos musicais como Skol Beats e com a banda Nação Zumbi, desfiles de moda como SP Fashion Week, a projetos de cinema ao vivo como “Marginalia 2” que fez parte do Festival Internacional de Cinema do Rio, e foi também  apresentado no Itaú Cultural e em galerias de arte como Tate Gallery em Londres.

O projeto Embolex já se apresentou em diversos locais da Europa e buscando sempre novas formas de narrativa, desenvolve também projeções e animações para filmes publicitários, televisão, teatro, cinema, galerias e museus.

No ano passado Embolex criou um projeto de Remix áudio visual a partir da livre interpretação do poema “Morte e Vida Severina” de João Cabral de Melo Neto entitulado Outros Silverinos Remix, que foi apresentado no CCBB de São Paulo.

Atualmente desenvolvem um set video-musical composto como um mosaico colaborativo misturando estilos musicais e elementos culturais de diversos pontos do planeta, onde conhecidos e desconhecidos contribuem com o material bruto que se transformará em um mashup audiovisual. Os “contribuintes” podem enviar cartões postais, fotos e vídeos de suas viagens inesquecíveis para o email caixaprego@embolex.com.br e depois conferir o resultado ao vivo durante a performance Embolex. Alem desse material, trechos de documentários, filmes, e vídeos da internet também serão usados para compor esse chocante purê audiovisual.

Esse projeto já foi apresentado em BH na Mostra de Design/Festival Eletronika, em Cannes – França durante evento da Apro/Film Brazil, Festival Visual Brasil em Barcelona, Berlin ( Wendel Bar), Londres ( The Hive) e em Brasília no CCBB.



 

CAMILO ROCHA




Na ativa desde os primÛrdios da cultura eletrÙnica no Brasil, o DJ e jornalista Camilo Rocha passou por todas as festas, publicaÁıes e movimentos que importam, sempre ‡ frente da divulgaÁ„o de novos talentos e sonoridades. O resultado È simples: Camilo È uma daquelas pessoas para quem definiÁıes como ìum dos nomes mais importantesî n„o s„o mero exagero. Sua credibilidade no meio È amplamente reconhecida, como artista e comunicador.


DJ - Camilo È convidado frequente dos melhores clubes e festas de S„o Paulo como D-Edge e VoodooHop. TambÈm se apresentou em eventos como Tim Festival, Skol Beats, Virada Cultural, SPFW, Rec Beat, Planeta Atl‚ntida, Cear· Music e Universo Paralello. No exterior, j· tocou na Inglaterra, Argentina, Chile e Uruguai.


JORNALISTA  - Camilo atua no jornalismo cultural h· mais de 20 anos. Ele È hoje editor de m˙sica do portal Virgula, da Jovem Pan/UOL, colabora para as revistas Billboard, Rolling Stone, DJ Mag, Electro Mag e House Mag, alÈm de manter o repercutido e comentado blog Bate-Estaca.


 

SERGIO BRANCO


Doutor e Mestre em Direito Civil pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro UERJ. Líder de Projetos do CTS - Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV Direito Rio. Professor de direito civil e de propriedade intelectual da graduação e da pós-graduação da FGV Direito Rio. Pós-graduado em cinema documentário pela FGV. Advogado no Rio de Janeiro.

Breve biografia ou release do CTS-FGV e CC_Brasil: O CTS é o Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas no Rio de Janeiro. Sua missão institucional é estudar as implicações jurídicas, sociais e culturais advindas do avanço da tecnologia da informação, desenvolvendo projetos relacionados àquelas áreas. O termo "sociedade" denota, assim, a abertura disciplinar do CTS para as áreas não jurídicas. Formado por 14 pesquisadores, o CTS desenvolve estudos e projetos em diversas áreas, sobretudo (i) propriedade intelectual; (ii) governança da internet e (iii) privacidade na internet.

 

Kiko Dinucci, Juçara Marçal & Thiago França- Metá Metá


Metá Metá é o nome do novo cd de Kiko Dinucci, Juçara Marçal e Thiago França, apresentando um repertório com várias canções de compositores contemporâneos, tais como Siba Veloso, Maurício Pereira, Lincoln Antonio, Douglas Germano, além de várias de Kiko Dinucci. O trio utiliza-se, neste cd, de arranjos econômicos, que ressaltam os elementos melódicos, bem como os signos da música de influência africana no mundo.

O termo metá metá, iorubano, faz referência à ideia da tríade. De acordo com o pesquisador Nei Lopes, a palavra metá significa três, sendo assim metá-metá pode ser traduzido em um sentido mais próximo à tradição africana como: três ao mesmo tempo, ou seja, a síntese de três elementos em um (1).

No cd Metá Metá, a tríade aparece nos arranjos para voz, violão e sax (ou flauta), que marcam boa parte do repertório. As demais faixas Obá Iná, de Douglas Germano, Vias de Fato, dele com Edu Batata e Kiko Dinucci, incluem percussão (Samba Sam) e bateria (Serginho Machado). Há também o cavaquinho de Rodrigo Campos na música Samuel, parceria dele com Kiko Dinucci.

Metá Metá fará parte também do aplicativo Bagagem, lançado pelo grupo Axial, que inova na forma de distribuição, oferecendo as faixas em mp3 gratuito. Mais: o software possibilita a integração entre música e imagem, traz todas as informações da ficha técnica de cada canção, além de permitir às pessoas que baixaram a plataforma interagir com os artistas por meio de uma rede social do próprio aplicativo.   

(1) LOPES, Nei, Logunedé: “Santo menino que velho respeita’ – 2ª ed. - Rio de Janeiro, Pallas, 2002.

 

Projeto Axial - SiMBiOSE


AXIAL é o projeto musical da cantora Sandra Ximenez e do produtor Felipe Julián. Atuando desde 2003, com dois discos lançados (Axial, 2004 e Senóde, 2007), a dupla, que com os anosse juntou ao saxofonista Leonardo Muniz Corrêa e ao guitarrista Yvo Ursini, excursionou pela Europa duas vezes e passou por palcos dos principais festivais brasileiros, como o Tim Festival e a Feira Música Brasil. Na busca por uma renovação da canção uniram ancestral e eletroacústico, trabalhando com a matéria eletrorgânica. Bases eletrônicas e manipulações foram incorporadas às canções tradicionais e peças literárias transcriadas. Tem muito de inconsciente coletivo ou de experiência grupal nessa pesquisa maximalista e filosófica do Axial. Música em pessoa: eletrônica & sintética como organismo vivo. O resto é conseqü.ncia dessa experiência. O novo álbum SiMBiOSE, prontíssimo, com lançamento para 2011, sintetiza o processo de sete anos apresentando muitas

composições da própria banda em formato de música pop livre, personalizada. O Projeto Axial sempre assumiu um pensamento/tendência do seu tempo: desde 2004 utiliza licença creative commons e adota o compartilhamento do seu trabalho autoral com os internautas do mundo. E assim como bons cosmopolitas, os paulistanos trocam artisticamente com parceiros músicos de várias partes do Brasil e do mundo, em sistema de colaboração, fazendo remixes, releituras, compartilhando arquivos e bancos de sons.

 

Participantes dos painéis

PAULA MARTINI


Pesquisadora do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da FGV RJ, onde coordena o projeto Estrombo - Novos Modelos de Negócio e Canais de Distribuição para a Indústria da Música (FGV, SEBRAE, BID e Facebook) e colabora com os projetos Creative Commons e Cultura Livre. Sócia-diretora da Martinica Digital, empresa de comunicação digital que desenvolve estratégias nas áreas de cultura e responsabilidade social, focada em novos modelos de negócio e mobilização. Jornalista com MBA em Gestão Cultural e pós-graduação em Gestão Estratégica de Marketing Digital, leciona na Graduação em Direito da FGV, no MBA em Gestão e Produção Cultural da FGV e na Capacitação de Gestores Culturais do MinC sobre o tema “Novos Modelos de Negócio, Produção e Consumo Cultural em Novas Mídias”. Tem artigos sobre cultura e novas TICs publicados em revistas da Unicamp e Harvard. Atuou como gestora de projetos socioculturais no Instituto Overmundo e produtora na indústria audiovisual e fonográfica.
 

FELIPE ALTENFELDER



Felipe Altenfelder Silva atua na equipe de gestão nacional do Circuito Fora do Eixo e atualmente mora na Casa Fora Do Eixo em São Paulo. Se conectou com a rede através do Massa Coletiva– Núcleo Cooperativo de Comunicacão e Cultura da cidade de São Carlos e da gestão do Ponto de Cultura Independëncia ou Marte – Conexões Solidárias. Vivenciou o processo de implantacão da Rádio UFSCar durante a graduacão em Imagem e Som. 


Circuito Fora do Eixo é uma rede de trabalhos concebida por produtores culturais das regiões centro-oeste, norte e sul no final de 2005. Começou com uma parceria entre produtores das cidades de Cuiabá (MT), Rio Branco (AC), Uberlândia (MG) e Londrina (PR), que queriam estimular a circulação de bandas, o intercâmbio de tecnologia de produção e o escoamento de produtos nesta rota desde então batizada de "Circuito Fora do Eixo".

 

ALEXANDRE MATIAS


Alexandre Matias é jornalista e cobre música e tecnologia há mais de 15 anos. Com passagens pelos jornais Diário do Povo e Correio Popular (ambos de Campinas), o jornalista brasiliense foi editor-executivo da Conrad Editora, editor-chefe do projeto Trama Universitário da gravadora Trama e desde 2007 é editor do caderno de cultura digital do jornal O Estado de S. Paulo, o Link. Também colaborou com veículos como Folha de S. Paulo, o Globo, Info Exame, Super Interessante, Rolling Stone e Bizz, além de atuar como tradutor, mediador de debates e apresentador de programas de rádio. Mantém o site Trabalho Sujo, o podcast Vida Fodona e a festa Gente Bonita.
 

MARCIO BLACK


Gpopai/USP - É integrante do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai/USP) da Escola de Artes Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo.

Integrante do Coletivo Barulho! que promove intervenções urbanas com o intuito de dar visibilidade a multiplicidade sonora com projeções, performances e tudo mais que possa ser inventando na hora com intuito de ressignificar e redimensionar o espaço público, trazendo a livre expressão pras ruas.

Foi coordenador do Projeto Som(ar) – Escola itinerante de DJ's pelo Programa VAI – Valorização de Iniciativas Culturais da Secretaria Municipal de Cultura. 

Curador Projeto Música 2.0 – Deslocamentos da Música Contemporânea em parceria com o Museu da Cultura da Faculdade de Ciências da Pontifícia Universidade Católica. No intuito de problematizar os percursos da música contemporânea, a partir de uma cartografia das manifestações musicais em algumas de suas vertentes, buscando pontos de transfiguração e montagem.

 

Bagagem é um novo formato midiático para música gratuita que transcende o CD e o mp3 devolvendo e atualizando o conceito de encarte visual perdido na rede digital. Uma iniciativa do Projeto Axial que agrega músicos, artistas plásticos, rede social própria e permite a divulgação de trabalhos e projetos pessoais dos usuários.

O CD, o vinil a fita K7 são estados sólidos da música. Nós últimos anos a música também sublimou destes sólidos para a sinapse em rede digital.


Bagagem produtifica, empacota, e devolve a interface visual dos meios fisicos perdida nessa virtualização. Mas, fundamentalmente, deixa a música livre para se espalhar até onde seu potencial permitir. Livre, como foi desde sua orígem antes da linguagem, andando com as próprias pernas, vivendo de boatos, passando pela mão de todo mundo e se dispersando nessa rede primitiva que é a vontade do ser humano de compartilhar.


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Bagagem - o aplicativo

DANIELA SILVA


é pesquisadora de política, transparência pública e tecnologias. É autora da dissertação de mestrado "Transparência na Esfera Pública Interconectada", sobre como o conceito e as práticas de transparência se transformam num contexto mediado pelas tecnologias de informação e comunicação – possibilitando a abertura dos governos e sistemas políticos para novas formas de participação social.


Daniela também é co-fundadora e diretora da Esfera, um think-and-do tank de política e internet baseado na Casa de Cultura Digital, em São Paulo. A Esfera traz a cultura do governo aberto para administrações locais, estaduais e federal; e também articula grupos na sociedade para participarem das novas possibilidades de ação e participação política que as tecnologias permitem. Coordena a comunidade Transparência Hacker, com mais de 450 hackers e ativistas que usam dados governamentais e tecnologias abertas para criar e implementar projetos de interesse público na rede.